NUTRIÇÃO

Talvez por vivermos numa cultura obcecada pelas aparências, fixámos-nos perigosamente na ideia de que a dieta só tem que ver com o peso. Isso levou a que nos concentrássemos de uma forma incessante nas gorduras e nos hidratos de carbono. A maioria de nós, sobretudo se tiver mais de 30 anos, cresceu a ouvir dizer que devia ter uma alimentação com poucas gorduras. Só recentemente se tornou evidente que esse conselho, pelo menos em parte, era erróneo e provocou algumas consequências infelizes e indesejadas. Na prática, reduzir a ingestão de gorduras traduziu-se muitas vezes em aumentar o consumo de açúcar e de hidratos de carbono refinados e altamente processados, com resultados demasiado previsíveis. Também esquecemos que a gordura - desde que seja do tipo certo - pode fazer-nos bem. Porém, isto não quer dizer  que devemos cometer o mesmo erro e ir demasiado longe, decidindo que o que importa é fazer uma alimentação rica em gordura. Há sempre uma tendência para corrigir e simplificar em demasia. É tentador acreditar que existe, algures, a dieta perfeita, e que tudo o que precisamos de fazer para atingir uma saúde perfeita é encontra-la. Muitas pessoas, claro está, acreditam que já fizeram isso: dietas com poucas gorduras ou ricas em gordura, com muita proteína, com poucos hidratos de carbono, vegetarianas ou veganas, KetoPaleo, a lista é infindável. E é verdade que cada uma dessas opções poderá ser eficaz para algumas pessoas, mas nenhuma é uma solução que serve toda a gente. Um problema enorme da cultura alimentar dos nossos dias encontra-se na quantidade de conselhos antagónicos. Ao contrário do que poderá pensar, não tenho qualquer preconceito contra qualquer uma dessas dietas. Se ser vegano ou seguir a sua própria interpretação de paleo funciona para si, isso é fantástico. Porém, recuso-me simplesmente a acreditar que exista "A verdadeira dieta" que seja ideal para toda a gente. Recordemos que os Seres Humanos sempre foram omnívoros oportunistas. Ao logo da história, as nossas dietas foram ditadas pela geografia e pelo clima. Comíamos o que quer que estivesse disponível. Ou seja, a máquina humana evoluída é capaz de prosperar seguindo uma grande variedade de dietas.



NOVOS LÍDERES

Embora seja recompensador, o processo de transformação em líder é árduo até para os trabalhadores mais talentosos. Trata-se de uma viagem de aprendizagem contínua e de desenvolvimento pessoal. Uma das primeiras coisas que as novas chefias descobrem é que o seu papel, definido como projecto de extensão, é ainda mais exigente do que calculavam. Nos cargos anteriores, o sucesso dependia principalmente da especialização e das acções pessoais. Como líderes, são responsáveis por criar e implementar uma agenda de grupo.

Aprender a "conduzir" é um processo que se aprende com a prática. Não se ensina numa sala de aula! Poucos líderes têm consciência de que estão a aprender nos momentos de pressão e nas ocasiões em que cometem erros. A aprendizagem ocorre de modo gradual...

Até desistirem do mito da autoridade e aceitarem a realidade de negociar interdependência, os novos líderes nunca serão capazes de liderar com eficiência. Não me interpretem mal: apesar das interdependências que os incomodam, os novos lideres detêm poder. O problema é que a maioria acredita, erradamente, que este se baseia na autoridade formal que acompanha a sua, por assim dizer, posição elevada na hierarquia. O pressuposto leva a que muitos adotem uma abordagem pessoal e autocrática, não por desejarem exercer o seu poder sobre as pessoas, mas por acreditarem ser este o meio mais eficaz de obter resultados. 

Porém, os novos líderes depressa aprendem que ordenar algo aos subordinados directos não significa necessariamente que lhe irão obedecer. De facto, quanto mais talentoso for o subordinado, menos provável será que cumpra simplesmente as ordens. Depois de algumas experiências dolorosas, os novos líderes chegam à penosa conclusão de que a fonte do seu poder é, segundo alguém disse, "tudo menos" a autoridade formal. Isto é, a autoridade surge apenas quando os líderes estabelecem credibilidade juntos dos subordinados, pares e superiores. Muitos não têm consciência das qualidades importantes para essa credibilidade: carácter e competência.

Em parte, devido à insegurança de um cargo desconhecido, a maioria dos novos lideres deseja ser obedecida pelos seus subordinados. Receiam que, se isto não for desde logo estabelecido, serão pisados pelos colaboradores directos. Porém, baseiam-se em demasia na autoridade formal, conforme já vimos anteriormente. Mas mesmo que, até certo ponto, consigam atingir esse controlo, seja através de uma autoridade formal, ou de outra, obtida através do tempo, apenas alcançam uma falsa vitória. Obediência não é equivalente a empenho. Se o pessoal não for empenhado, não tomará iniciativas e se os subordinados não tomarem iniciativas, os líderes não poderão delegar com eficácia. Os colaboradores directos não correm os riscos calculados que levam à mudança e aos melhoramentos necessários ao turbulento ambiente "empresarial" dos nossos dias. 

O PODER DO COLECTIVO
Quanto mais poderes os líderes estiverem dispostos a partilhar com os seus subordinados, mais influência poderão obter. Quando lideram, permitindo que o pessoal tome iniciativas, constroem a sua credibilidade como bons lideres. Os novos lideres têm tendência para tratar os assuntos individualmente, mesmo os que têm implicações em toda a equipa, o que os leva a tomar decisões com base em informações desnecessariamente limitadas. Agem partindo do princípio de que, se conseguirem estabelecer um bom relacionamento com cada indivíduo, toda a equipa funciona sem problemas. Pelo contrário, ficam a saber que supervisionar individualmente não é o mesmo que liderar uma equipa! Quando os novos lideres se concentram exclusivamente em relacionamentos individuais, estão a descurar um aspecto fundamental de uma liderança eficaz: aproveitar o poder colectivo do grupo para melhorar o desempenho e o empenho pessoais. Ao darem forma à cultura da equipa - as normas e os valores do grupo -, um líder pode desencadear a destreza dos diversos talentos que constituem a equipa para a resolução de problemas. 

O NOVO LÍDER NÃO ESTÁ SOZINHO
É igualmente frequente os novos líderes arrependerem-se de tentar estabelecer uma relação de dependência com as suas chefias. "Não ouso fazer perguntas que possam ser entendidas como ingénuas ou estúpidas", diz um. "Uma vez atrevi-me e ele fez-me sentir como que se ainda andasse na escola primária." Foi como se tivesse dito: "nunca ouvi coisa mais estúpida até hoje..."
Todas estas situações, tratam-se de uma oportunidade fatalmente perdida para o líder, para o chefe e para a organização com um todo. Significa que o chefe perde a oportunidade de influenciar as conceções iniciais do novo gestor, as ideias erradas da sua nova posição e o modo como deveria abordá-las. Perde também a oportunidade de explorar vantagens organizacionais - desde recursos financeiros acerca de prioridades dos quadros superiores - que o superior estaria na melhor situação para lhe proporcionar. Ajudar um novo líder a ter sucesso não beneficia apenas esse indivíduo. O sucesso da nova chefia tem também uma importância crucial para o sucesso de toda a organização.  

MENSAGEM PARA 2020

Método de Kajukenbo da Família Lim

Vivemos hoje num mundo muito mais rápido, onde tudo tem que acontecer agora! Não há tempo a perder, as gratificações têm de ser imediatas e perde-se a noção daquilo que realmente importa, das prioridades, das relações profundas e com significado...as Artes Marciais são, inevitavelmente, influenciadas pelos tempos e dessa forma não são uma excepção. Todos os dias surgem novas variações técnicas, novos Mestres com novos estilos marciais, mais contemporâneos e “eficazes”, mais adaptados ao ritmo em que vivemos, com incentivos de várias naturezas, para combater a “concorrência” com as outras actividades disponíveis, com o telemóvel, com os tablets, ou para conseguir um maior número de alunos...

Kajukenbo da Família Lim tenta manter-se afastado desta correria e defende o ensino da tradição como uma ferramenta importante para entender o presente e melhor preparar o futuro. Diminuir o ritmo frenético em que vivemos, desenvolvendo em cada um dos seus praticantes o controlo sobre si próprio, através do treino do corpo, da mente e do espírito, é sem dúvida um dos nossos principais objectivos.

Respeitando as tradições marciais da cultura havaiana, passadas ao longo de anos pelos Mestres, Sijo Adriano EmperadoGrande Mestre Joe EmperadoProfessor Marino TiwanakGrande Mestre Allen Abad e Papa George Lim, o Kajukenbo mantêm-se fiel aos princípios e conceitos técnicos ensinados por estas grandes referências do panorama marcial mundial assim como aos valores tradicionais transversais a qualquer relação humana: honra, integridade e respeito.

Apesar de ser uma mistura de várias Artes Marciais, o Kajukenbo é essencialmente um conceito que nos transporta para a possibilidade infinita de misturar conhecimentos e conteúdos de todas as expressões de luta existentes. No entanto a nossa maior referência são sem dúvida as artes de batimento. No nosso treino, estimulamos o contacto físico como ferramenta de treino e desenvolvimento. Na busca por uma eficácia rápida, contundente e segura, 50% das nossas técnicas são de batimento, os restantes 50% dividem-se assim em soluções com chaves, luxações, estrangulamentos, projecções, trabalho de chão entre outras. Trabalhamos igualmente com várias armas, umas mais realistas e actuais, outras mais pelos benefícios e aspectos culturais...

Encorajamos todos os nossos alunos a experimentar outras filosofias marciais, a serem humildes e a aprenderem com tudo e com todos, no entanto, não seguimos tendências ou modas. Não adaptamos as nossas técnicas, conceitos ou princípios para seguir a filosofia deste ou daquele estilo mais popular, ou para ir ao encontro de mais alunos. Adaptamos as nossas técnicas por necessidade...

Assistimos diariamente ao crescimento e massificação de outros conceitos marciais, assim como de vários desportos de combate em si. Esta realidade deixa-nos bastante felizes, no entanto optamos por manter-nos fiéis à nossa tradição e cultura marcial. O nosso treino é baseado na cultura de um povo, numa determinada altura da sua história, onde se lutava na rua, diariamente, pela sobrevivência. Não nos comparamos a nenhum outro estilo ou filosofia marcial, somos iguais a nós próprios e temos orgulho das nossas escolhas.

No Kajukenbo não existe uma forma rápida de atingir a graduação de Cinto Negro ou o título de Instrutor. Não temos programas de ensino à distância nem vendemos DVD’S de ensino. Cada um dos nossos Cintos Negros tem no mínimo, 9 anos de treino efectivo.

No Kajukenbo não estamos desesperados para encontrar novos alunos ou representantes pelo mundo fora. Apenas aqueles que dedicam parte das suas vidas ao estudo desta arte, atingem esse estatuto. É um caminho sem fim!

Apesar do nosso programa técnico ser baseado em exemplos pré-definidos para situações reais específicas, as mesmas servem apenas para nos ajudar a compreender conceitos e princípios que só poderão ser verdadeiramente assimilados com os anos de prática e quando leccionados por um Instrutor devidamente acreditado e conhecedor. Procuramos alunos dedicados, que se esforçam por aprender os “porquês” das técnicas e não apenas decorar uma determinada sequência de movimentos...

Todos os nossos Instrutores têm um entendimento total sobre o programa técnico e não receberam o seu diploma apenas por se lembrarem de um determinado número de técnicas a cada exame. O entendimento da arte deve estar no corpo do praticante e não na cabeça. Memorizar técnicas nunca será suficiente para evoluir dentro desta Arte Marcial. A forma pré-concebida como as nossas técnicas estão agrupadas representa apenas uma ferramenta de ensino, nada mais.

Apesar de orgulhosamente defendermos que no Kajukenbo a “tradição se funde com a evolução”, pretendemos dar continuidade a um legado tradicional em termos de conteúdos, conceitos, princípios e valores que ao mesmo tempo fundimos com o futuro, pois temos consciência que o amanhã está a ser construído hoje. Somos uma arte marcial tradicional para os tempos modernos.

Benavente, 01 Janeiro 2020


O AÇUCAR

Sintomas que podem indicar uma dependência excessiva de açúcar:

1. Sentir necessidade de comer a cada duas horas.

2. Uma falha de concentração a meio da manhã.

3. Ter uma quebra de produtividade à tarde.

4. Sentir fome / irritabilidade entre refeições.

5. Sentir tremores ou ficar "tonto".

6. Sentir uma enorme subida de energia ou da fadiga depois da refeição.

7. Valer-se demasiado da cafeína e do açúcar para "aguentar o ritmo".

8. Desejar doces e snacks entre refeições.

9. Sentir-se "tonto" se se atrasar para uma refeição.


MICROJEJUNS

Aqui ficam seis dicas para ajudar a fazer microjejuns:

> Escolha um período de 12 horas que se adeque ao seu estilo de vida. Tenha presente que a sua janela temporal para comer vai desde o início da primeira refeição até ao final da última. 

> O seu corpo gosta de ritmo, pelo que deverá tentar manter as mesmas horas todos os dias, incluindo ao fim-de-semana. De vez em quando poderá precisar de alterar a sua janela temporal para comer - não há qualquer problema.

> Fora da janela temporal para comer beba água, infusões herbais, chá preto e café. Tenha cuidado com a cafeína, para não prejudicar o sono, ou no caso de ser hipertenso. 

> Tente envolver outras pessoas que vivam em sua casa, ou até colegas do trabalho. Isto vai ajudar a que se sinta motivado e aumentará as suas probalidades de sucesso. 

> Não se desmoralize se falhar um dia, nem sequer dois. Não importa mesmo. Quando se sentir preparado, tente novamente e veja como se dá.

> Quando se sentir confortável com 12 horas, poderá optar por experimentar reduzir a janela temporal em alguns dias da semana. Se o fizer, preste atenção a como a mudança o faz sentir e proceda aos ajustes necessários.


QUE SE LIXEM AS CALORIAS

Desculpem-me a frontalidade, mas acho que a nossa obsessão com calorias não só é desadequada como nos prejudica activamente a saúde. Reduz a importância da comida e da actividade física a uma equação simples e ignora por completo a máquina biológica tremendamente interligada que é o Ser Humano. A saúde é muito mais do que uma comparação entre as calorias que entram e a energia que sai. E temos de nos perguntar se a nossa adesão de culto a esta ideia dúbia está sequer a funcionar.

Foi nos anos 80 e 90 que os primeiro gurus da forma física se tornaram superestrelas e inspiraram milhões a pôr-se "em forma". Se é certo que encorajaram milhões a mexer-se, a pergunta que se põe é: e isso funcionou? Somos mais saudáveis do que éramos em 1980? Estamos em melhor forma? Estamos a morrer de menos doenças provocadas pelo estilo de vida? Cada um deverá responder por si e para si, no entanto a estatistica mundial diz que as respostas a estas perguntas é não!


NÃO FALES COM ESTRANHOS

Todos os Pais querem os seus filhos em segurança. Quando os mesmos começam a ter idade de ir para a escola sozinhos, ou de brincar na rua, é frequente e até cultural ensinarmos que não devem falar com estranhos. E quando lhes "ensinamos" esta máxima do tempo dos nossos avós, vezes suficientes para eles repetirem, ficamos com a sensação que fizemos o nosso trabalho e que estarão seguros. Ora vamos analisar aqui apenas dois factos simples: 

1. Mais de 90% dos ataques a crianças são provenientes de familiares ou pessoas próximas da família... 

2. Se uma criança se perde, a sua habilidade para falar com estranhos pode salvar a sua vida ou minimizar o impacto da situação... 

Apenas por aqui, conseguimos concluir que se calhar não estamos a fazer muito bem o nosso papel, no que respeita à segurança dos nossos filhos. Assim sendo, aqui ficam algumas dicas úteis:

> Devemos ensinar aos nossos filhos o que é um comportamento estranho, independentemente de quem é que o tem. 

> Devemos ensinar os nossos filhos a falar com estranhos, ou seja, que em caso de se perderem devem sempre procurar a ajuda de uma mulher (porque cerca de 93% dos predadores são homens), e de preferência devem procurar alguém com uma farda/uniforme, ou seja que possa ser facilmente identificada (não tem que ser uma farda de polícia ou de bombeiro, pode ser um uniforme de trabalho, com um logótipo de empresa ou uma placa ao peito com o nome)

> Devemos igualmente ensinar os nossos filhos a dizer o seu nome, o nome de ambos os pais e o seu respectivo contacto telefónico. Hoje em dia, todas as pessoas têm telemóvel e assim, poderão rapidamente contactar com os pais da criança.


PALAVRAS DE FERNANDO PESSOA

"Para seres grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes..."

"Não é o trabalho, mas o saber trabalhar que é o segredo do êxito no trabalho; saber trabalhar quer dizer: não fazer um esforço inútil, persistir no esforço até ao fim, e saber reconstruir uma orientação quando se verificou que ela era, ou se tornou, errada."

"Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?"

"Triste de quem vive em casa, contente com o seu lar, sem que um sonho, no erguer de asa, faça até a mais rubra brasa da lareira abandonar..."

"Para vencer - material ou imaterialmente - três coisas definíveis são precisas: saber trabalhar, aproveitar oportunidades, e criar relações. O resto pertence ao elemento indefinível, mas real, a que, à falta de melhor nome, se chama de sorte."


REDUZIR O RISCO

Sabia que todos os anos, 2500 homens morrem de enfarte? Doenças cardiovasculares afectam os homens dez anos mais cedo do que as mulheres. Aprenda a reduzir o risco:

Fazer exercício - Uns 30 minutos de actividade física, cinco dias por semana, diminui o risco de vir a ter doença cardiovascular. 

Para de fumar - O tabaco contribui para o endurecimento das artérias e para a formação de coágulos. 

Controlar a tensão - Para aliviar a pressão arterial alta, deve reduzir-se o consumo de sal.

Perder peso - O índice de massa corporal (IMC) deve ter um valor abaixo de 25. Para calcular o seu, pode consultar: IMC

Diminuir o Stress - Ao causar um redução do fluxo sanguíneo para o coração e arritmias (batimento cardíaco irregular), o stress aumenta a probabilidade de formação de coágulos no sangue. 

Reduzir o açúcar - O açúcar no sangue favorece o aparecimento da diabetes que é um factor de risco importante.


COMER BEM, RESPIRAR MELHOR, TOMAR CONSCIÊNCIA

No Universo, na Natureza e na vida humana tudo é movido por energia, uma força dinâmica em fluxo constante. Sem nos questionarmos muito, olhamos para o que nos rodeia (mesas, cadeiras, loiça, ...) como se fossem coisas materiais. No entanto, a realidade é bem diferente, pois somos todos feitos de energia. Somos todos compostos por átomos e moléculas, até o grande Universo, as plantas, os animais ou as casas que nos abrigam. A energia está na água que bebemos, na comida que comemos, na troca de energia do sexo que fazemos. Tudo o que acontece à nossa volta é provocado por energia e nada acontece sem ela, pois nem a vida poderia existir sem energia. A energia é um potencial primordial disponível para nos servir. Tradicionalmente, a medicina convencional analisa apenas o nosso corpo físico ao deparar-se com problemas de saúde, como se fossemos robots, máquinas faladoras, sem considerar as nossas emoções, sentimentos e pensamentos, que, sem serem vistos, influenciam radicalmente a nossa saúde. Foi demonstrado que o Homem pode carregar no seu código genético informações de doenças. Mas mesmo que tenha a característica genética da doença, o corpo pode não a desenvolver. Contudo, pode também desenvolvê-la precocemente. Isso irá depender da qualidade da sua vida. Comer bem, respirar melhor, tomar consciência do seu corpo e das suas necessidades físicas, mentais, emocionais e espirituais são factores importantes que têm impacto na resposta do corpo às doenças já existentes e às que estão programadas para acontecer...
A OMS reconhece, inclusive, que 85% das doenças conhecidas poderiam ser tratadas sem o uso de medicamentos alopáticos, principalmente com a mudança de mentalidades, hábitos, costumes e atitudes, e apoiando-se no poder natural de cura que reside no nosso interior.  


POSITIVO OU NEGATIVO?

Se for optimista, acabarão por lhe acontecer coisas boas! Esta ideia impôs-se na nossa sociedade ao jeito de um mantra enfadonho. Porém, a realidade encarrega-se de desmenti-la. Numerosos vencedores, gostam de pensar que o seu êxito se deve, em grande parte, às constantes mensagens optimistas que dirigem a si próprios. O problema é que a sua versão da história colide frequentemente com os factos. No livro "Foras-de-série" de Malcom Gladwell estão reunidos vários dados e estatísticas que indicam que a probabilidade de obter ganhos depende de uma acumulação estável de vantagens, como o lugar e a época em que nascemos, as condições materiais da sociedade em que crescemos, vir de uma família com prestígio numa determinada área...trata-se de factores importantes! A hipótese da omnipotência da atitude não resiste  a uma análise: "damos demasiada atenção ao individual, a descrever as características, os hábitos, a personalidade das pessoas que ocupam os lugares da frente." Esse é o problema! Se quisermos entender as razões do sucesso é igualmente necessário observar as circunstâncias que o rodeiam: a sua cultura, a sua comunidade, a sua família, a sua geração. Estivemos a contemplar as árvores mais altas, não nos podemos esquecer de observar a floresta. Malcom analisa ainda as circunstâncias que rodearam o êxito de futebolistas, homens de negócios ou bandas de rock. Encontrou sempre conjunturas vantajosas que explicavam o seu sucesso melhor do que o pensamento positivo. As conquistas de muitas figuras universalmente admiradas foram obtidas à custa de crises de melancolia, pessimismo e mau-humor. É claro, para quem faz uma analise mais a fundo que a felicidade futura depende, em elevada percentagem, de um mal-estar presente que nos incita a agir para alterá-lo. Paradoxalmente, o bombardeamento de frases positivas pode levar as pessoas com baixa autoestima a sentirem-se ainda pior. Pelo contrário, desabafar as suas tristezas melhora o estado de ânimo. Usufruir de algo que se deseja como se já tivesse sido conseguido faz desaparecer a insatisfação e o entusiasmo necessários para alcançar o objectivo. A função dos sentimentos não é fazer-nos felizes, é mudar o mundo. Os sentimentos negativos serviram ao ser humano para alterar o rumo dos acontecimentos. Se o que corre não nos agrada, sentimos tristeza, olhamos para o outro lado e procuramos novos caminhos. Quando nos sentimos zangados e o dizemos, aqueles que estavam a humilhar-nos afastam-se ou começam a respeitar-nos. Ter medo serve para não nos metermos em sarilhos...a negatividade é sempre o início da mudança. A lucidez, seja qual for a forma que adote, é o primeiro passo para uma mudança real. Enganar-se a si próprio é apenas útil no caso de nos termos de resignar quando não existe a possibilidade de controlar os acontecimentos e não podemos modificá-los. No entanto, o facto é que, hoje em dia temos poder para alterar a situação, na maior parte dos problemas que enfrentamos. Por isso, embora possa ser doloroso, a melhor táctica consiste em sentir mal-estar emocional, tomar consciência do que está mal, tentar mudá-lo e, resolvido o problema, usufruir da felicidade de tê-lo conseguido. 


ACORDAR MAIS CEDO

Quando temos falta de tempo, essa carência sente-se também no coração. Respondemos automaticamente que estamos ocupados - que não temos tempo. Quando no sentimos assim, a mente fica ainda mais agitada. Mas será que estamos mesmo assim tão ocupados? Não seremos nós os culpados das nossas pressas? Vamos experimentar acordar 15 minutos mais cedo do que o habitual, sobretudo quando as coisas andam caóticas. Alongue a coluna e faça respirações profundas a partir do ponto abaixo do umbigo. Quando a respiração estiver regular, a mente aquieta-se naturalmente. Depois, enquanto desfruta de uma chávena de chá ou café, espreite o céu pela janela. Ouça o chilrear dos passarinhos. Acordar 15 minutos mais cedo pode melhorar o seu dia! Andar sempre a correr rouba-nos o Coração...no Japão, a palavra "ocupado" escreve-se com dois caracteres: "perder" e "coração"...