BULLYING NA VIDA ADULTA

Talvez menos óbvio do que o bullying em crianças, o bullying em adultos é frequente e cria fissuras numa comunidade que se quer sã e equilibrada.

Não existe um padrão. A acção intimidatória acontece quando há uma oportunidade de se manifestar um desequilíbrio entre o Yin e o Yang, ou seja, entre a vítima e o agressor.

E é tudo muito volátil porque respeitando as leis do mundo natural, as relações tendem para o equilíbrio e a vítima torna-se menos vulnerável e o agressor menos dominante.

Quando são adultos envolvidos, as atitudes de agressão passam despercebidas e já quase fazem parte do quotidiano familiar ou laboral. Eventualmente, as mesmas acções feitas por crianças dão direito a repreensões e castigos.

Ignoramos, portanto, que, nós somos os educadores das nossas crianças e que elas aprendem principalmente com os nossos comportamentos e não com as nossas palavras. As expectativas que temos em relação a elas são altas e por isso exigimos que se comportem como adultos conscientes e responsáveis.

O bullying implica acções repetidas e intencionais. Existem pessoas mais susceptíveis de serem alvo deste fenómeno: as imaturas! Há quem envelheça sem amadurecer. E esta condição revela-se tanto no agressor como na vítima. É comum entre os dois, a falta de maturidade no sentido de não se tornarem responsáveis pela sua própria vida e deixarem que o frágil ego domine a relação consigo próprio e com os outros.

Para o agressor: não sucumbir à vontade de dominar porque tudo é efémero!

Para a vítima: ganhar coragem e não assumir o papel de vítima!

Susna Rodrigues