A RESPIRAÇÃO COMO TERAPIA

Muito se fala hoje em dia sobre a respiração consciente e sobre a meditação. Apesar destas práticas terem benefícios a vários níveis, ao nível físico a respiração tem impactos directos, por muitos desconhecidos. Assim sendo, aqui fica uma pequena explicação. 

Numa perspetiva meramente estrutural, o acto de respirar tem implicações no corpo todo. Na inalação os músculos inter-costais, entre as vértebras, contraem-se levantando-as, aumentando assim o diâmetro do tórax. Esta acção permite que o diafragma desça e dessa forma acrescente a profundidade do peito criando assim mais espaço para o ar encher os Pulmões.
Na expiração, os músculos inter-costais relaxam forçando o diafragma a subir e dessa forma a empurrar o ar dos Pulmões.

O diafragma "nasce" a partir das vértebras lombares, das costelas inferiores e do esterno. Muitos dos órgãos da digestão estão ligados ao diafragma. O esófago passa pelo diafragma para se ligar ao estômago. O fígado, estômago e o cólon têm todos eles tecidos que se tocam no diafragma e que são afectados pelo movimento do mesmo. 

Desta forma existem muitas evidências que a respiração diafragmática tem muita influência e ajuda na digestão e no retorno venoso do sangue ao coração.

Ao nível celular, o coração e os pulmões oxigenam o sangue e descontam os excedentes tóxicos produzidos pelas células. O oxigénio é entregue nas células pelo sangue e esta é a chave mestra para soltar a energia encontrada na célula.

Por tudo isto, a respiração é uma condição indispensável para qualquer tipo de recuperação. Quando existe por exemplo uma lesão nas costas onde até pequenos movimentos podem ser bastante dolorosos, há uma tendência para retermos a respiração evitando assim ao máximo qualquer movimento. No entanto e porque o diafragma tem tecidos ligados à célula lombar, o acto de respirar pode ajudar na recuperação.