10 REGRAS DO IKIGAI PARA UMA VIDA MAIS EQUILIBRADA

Aloha a todos,

quem me conhece sabe que tenho uma relação próxima com a cultura japonesa. Já agora, aqui fica uma novidade, em Setembro, iremos receber uma vez mais, uma estudante japonesa em nossa casa. A Rion será a nossa terceira experiência com o Japão. Primeiro foi a Mio, depois o Yuta e agora será a Rion, também ela pratica Karate, tal e qual como os alunos anteriores. Voltando à cultura japonesa, existe um conceito japonês antigo, chamado IKIGAI, para o qual chamo a vossa atenção hoje. Este conceito japonês pode ser traduzido como "uma razão de ser ou um sentido/significado/propósito de vida...

10 REGRAS DO IKIGAI PARA UMA VIDA MAIS EQUILIBRADA

> Mantém-te activo e não te reformes.

> Deixa a urgência para trás e adopta um ritmo de vida mais lento.

> Come só até te sentires 80% cheio.

> Rodeia-te de bons amigos.

> Fica em forma através de exercício físico regular, diário e moderado.

> Sorri mais e reconhece as pessoas à tua volta.

> Liga-te com a natureza.

> Agradece tudo o que ilumina o teu dia e te faz sentir vivo.

> Vive o momento presente.

> Segue a tua paixão... 


MOTIVAÇÃO OU DESMOTIVAÇÃO...EIS A QUESTÃO!

Nas últimas semanas, uma palavra tem aparecido repetidamente no meu "campo" auditivo: motivação! Ou para ser mais exacto: falta de motivação... 

Esta realidade tem-se verificado em diferentes contextos, no entanto, claramente mais acentuado na prática das artes marciais. Têm sido tantas as pessoas que têm vindo falar comigo sobre motivação e desmotivação, dizendo uma quantidade tão grande de "clichés" e conclusões percepitadas, que achei por bem colocar por escrito alguns pensamentos próprios sobre o tema. 

Existem dois tipos de motivação bem diferentes, uma real e uma falsa. Começando pela motivação falsa, é aquela que advém meramente de acontecimentos exteriores é aquela que necessita ser alimentada exteriormente, para se manter num grau suficiente para comandar a vontade. É também efémera e enganadora, uma vez que tem sempre os dias contados e não tem origem no interior. Mas depois existe outro tipo de motivação, aquela que vem de dentro e que pode ser ajudada/suportada pelos acontecimentos exteriores, mas nunca pode depender dos mesmos para sobreviver. É uma motivação que não conseguimos explicar, simplesmente está lá, move-nos...essa é a verdadeira!

Com isto dito, existem alguns outros pontos que devem ser levados em consideração, nomeadamente o facto de que até a motivação verdadeira padece por vezes de desmotivação...confuso? Eu explico:

A vida é feita de ciclos, ora estamos em cima ora estamos em baixo, nada é permanente nesta vida. Assim sendo, por influência do tempo, por influência de determinadas circunstâncias da vida, mesmo uma motivação verdadeira pode sofrer um abalo e isso não só é normal como até desejável, ajudando o próprio a manter as suas escolhas em perspetiva.  

Aqui a grande diferença é que quando a motivação é verdadeira e passamos uma fase menos boa, não colocamos tudo em questão! Avaliamos, ponderamos, alteramos, desenvolvemos e voltamos mais fortes no ciclo seguinte. Em vez disso, quando a motivação é falsa, qualquer desculpa serve para nos abalar e nos retirar o foco. 

Após este contexto generalizado daquilo que eu tenho como experiência referente à motivação, eis que vou tentar espeficicar agora alguns casos mais concretos, daqueles que me foram aparecendo nas últimas semanas.

De Setembro a Abril o nosso índice de alunos nas classes é superior ao índice de alunos de Maio a Julho. Se retirarmos o factor de "ausência por se encontrar de férias fora da localidade", podemos concluir que as aulas e as ferramentas usadas pelos instrutores nestes últimos três meses, são inferiores às utilizadas nos meses anteriores? Claro que não, as ferramentas são as mesmas! Então o que é que muda? O que muda, são os próprios alunos...estamos no final do ano lectivo, há mais cansaço, os dias são maiores e há mais sol disponível, mais tempo para brincar, jogar, menos motivação para ir aos treinos ou a outra coisa qualquer que não envolva, amigos, brincadeira, piscinas, mar, festas ou novidades...

Para além deste fenómeno natural das estações do ano, outro dos pontos que acho fascinante ninguém pensar é no quanto o nosso mundo está ao contrário. Tudo tem de ter uma gratificação rápida, aqui e agora. Não há paciência, não há capacidade de apreciar o momento e esperar a recompensa. Estas, (recompensas) que deveriam ser significativas, perdem o seu valor, pela quantidade de vezes com que são entregues, seja por isto, por aquilo ou por outra coisa qualquer...o importante é haver uma recompensa, que mantenha o ego elevado e a tal "motivação" em cima. Mas o mais engraçado é que esse tipo de motivação, conforme já falei é falsa e por isso insaciável, sendo impossível satisfazer as suas necessidades por muito tempo. Assim sendo, mesmo com recompensas de várias naturezas, distribuídas pelos vários meses, a sensação de motivação é cada vez mais escassa, a duração da última "dose" é cada vez menor e tal e qual como uma droga, a necessidade vai aumentando, tornando-se um vício impossível de manter e motivar.

Conclusões

Estamos a criar crianças impossíveis de alimentar! Crianças com egos do tamanho do mundo, que buscam o prazer imediato e superficial. Em vez disso devíamos estar a desenvolver crianças que crescem com calma e seguros que o trabalho compensa. Estamos a criar crianças insufladas, que suportadas por adultos na maior parte dos casos decepcionados com a vida, projectam nelas as suas inseguranças, desilusões ou mesmo desejos, dando origem a futuros adultos que não terão ferramentas para lidar com a frustração, que foram habituados a desistir quando não conseguem rapidamente ter o retorno expectado. Futuros adultos que estarão tão viciados em ter o que querem, que serão mais Tiranos que Humanos.  

A meu ver, em qualquer ponto da vida, sempre que há uma desmotivação existe um processo básico, para o qual devemos focar a nossa atenção:

> Quais as razões que me motivaram a iniciar esta actividade?

> Essas razões mantêm-se ou alteraram-se? Se mudaram, estão na minha opinião melhores ou piores?

> Continuo a valorizar estas razões para a minha vida, continua a fazer sentido para mim?

> Quais serão os motivos internos por detrás da minha desmotivação? Estarei cansado? Aumentaram o nível de exigência e estarei a escolher o caminho mais fácil? Existem alguns acontecimentos que não entendo e que me retiram motivação? Se sim, já tentei entender os seus porquês?

> Tenho outros focos de interesse que me estão a roubar atenção? Quais os resultados esperados desses outros focos de atenção? Qual dos meus focos está mais alinhado com o que eu quero/preciso?

> Estarei a comprometer algo que acredito e que faz sentido para mim a longo prazo, pela satisfação momentânea da novidade?

Uma vez mais, decidi escrever estas linhas pelo facto de nas últimas semanas ter sido confrontado com esta realidade, mas também, porque acredito que esta reflexão pode ser importante para todos nós, não apenas na prática de uma qualquer actividade mas até na forma como vivemos a nossa vida e pautamos as nossas escolhas...

Grato pela vossa motivação!


ESTÁGIO NACIONAL DE VERÃO

Aloha a todos,

Realizou-se no passado fim-de-semana, mais um Estágio Nacional de Verão. O mesmo contou com representantes de todas as escolas nacionais, que apesar de já terem muitos alunos de férias, fizeram-se representar  com um bom número de participantes, conseguindo dar ao estágio a dimensão que o mesmo merece. 

No sábado o foco foi nas classes seniores, sendo o trabalho apresentado direccionado para o programa técnico, compreendendo o contexto do mesmo e principalmente as grandes diferenças entre o antigo e o moderno, fazendo assim jus ao nosso mote: onde a tradição se funde com a evolução...

O domingo foi dedicado aos mais novos e apesar do tempo nos ter pregado uma partida, conseguimos resolver a questão. Inicialmente estava previsto o treino ser no relvado das piscinas, seguido de "brincadeiras" na água...com a relva molhada da chuva, improvisámos e fomos para o pavilhão. das 09h30 às 11h00 dividimos os participantes em três grupos e trabalhamos dois tempos, com Instrutores diferentes, servindo assim o propósito do estágio: o convívio saudável entre todos!

Pelas 11h00 demos o estágio por terminado e apontamos as nossas armas para as piscinas, terminando assim o evento dentro de água. 

Gratos a todos os participantes. Gratos a todos os que de forma directa ou indirecta proporcionaram a todos os participantes um excelente estágio. Todos juntos somos um!

Uma nota menos positiva: Pedimos desculpa a todos os que não se aperceberam da troca do local de treino no domingo. Tentámos avisar o melhor que conseguimos, Facebook, E-mail e no próprio local até 20 minutos após o horário programado. Gratos pela vossa melhor compreensão...


7 TENDÊNCIAS NEGATIVAS PARA RETIRAR DAS NOSSAS VIDAS

Eu recuso-me a entreter o negativismo. A vida é muito grande e o tempo é muito pouco para me deixar envolver em dramas vazios...

Aqui ficam 7 tendências negativas para retirar das nossas vidas:

> PERFECCIONISMO
Tentar atingir algo que é inatingível será sempre um fracasso e dar-te-á sempre um sentimento de "ser insuficiente".

> JULGAR-TE A TI PRÓPRIO E AOS OUTROS
Quando a tua estrutura mental é de julgamento, estarás sempre focado na parte negativa. Nada de bom poderá sair daí.

> DUVIDARES DE TI PRÓPRIA(O)
A dúvida é a erva daninha que se irá apropriar de ti, se não a matares a tempo. Simples!

> ASSUMIR QUE VAI ACONTECER SEMPRE O PIOR
Se nunca colocares a hipótese das coisas correrem pelo melhor, elas nunca irão correr pelo melhor...esta postura tira-te a esperança.

> PREOCUPAÇÃO
A preocupação não muda nada para além da tua saúde física e mental.

> QUEIXAS
Se dás foco e atenção ao lado negativo das coisas, estás a preparar-te para nunca conseguires estar contente e satisfeito.

> TENTAR CONTROLAR TUDO
Nunca conseguirás controlar tudo! Se tentas, irás com certeza falhar e só haverá um(a) culpado(a).



TOMAR DECISÕES EM TEMPO DE CALOR...

Será que chegou o Verão? Por vezes parece que sim, outras vezes parece que não...entre os dias de calor e chuva, acho que agora chegou para ficar, pelo menos a sua energia sente-se no ar, e nas faces das pessoas com quem me cruzo...

A sua energia é quente e corresponde ao elemento Fogo, ou seja, a expansão, celebração e alegria. Do lado oposto fica elemento Água, ou seja, a vontade, o ímpeto e a nutrição. Desta forma, o Verão inibe-nos a vontade "verdadeira" para desenvolver projectos e em vez disso, dá-nos a pré-disposição necessária para usufruir de tudo aquilo que já foi construído. Muitas vezes, confundimos as duas... 

Desta forma, agora mais do que nunca é preciso ter atenção às decisões e aos gastos de energia desnecessários. Temos a influência do Fogo à "flor da pele", facilmente dizemos que sim a tudo e achamos que conseguimos fazer mais do que realmente temos capacidade.

Deixo-vos com 5 perguntas simples, que utilizo sempre, mas com muito mais frequência agora, na altura do calor...

1. A escolha que estou agora a fazer vai proporcionar-me um futuro inspirador, ou irá manter-me preso ao passado?

2. Sou eu que estou em controlo da minha decisão, ou por outro lado, estou a tentar agradar aos outros?

3. Qual o meu foco nesta decisão? Estou à procura do que está correcto ou do que está errado?

4. Esta minha escolha vai dar-me motivação e força ou vai "roubar-me" energia?

5. Esta escolha é um acto de amor próprio ou de auto-sabotagem?

Na minha experiência pessoal, estas 5 questões irão ajudar-te a tomar melhores decisões, em qualquer altura do ano, mas principalmente agora, que tudo é aparentemente mais leve, mas fácil, mais espontâneo...

Grato pela vossa atenção e lealdade.