SIM À INCLUSÃO!

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) divulgou um relatório onde Portugal surge como o quinto país da União Europeia com maior incidência de doença mental.
Um em cada quatro portugueses sofre de patologia do fórum mental : depressão, ansiedade, esquizofrenia, doença bipolar, toxicodependência, demência.
Dos casos diagnosticados apenas 15% tem tratamento adequado. Os outros ... os outros ficam entregues a si próprios ou a cuidadores que, de uma forma geral, não tem competências e/ou estrutura para gerir um quadro clínico de doença mental. Esta responsabilidade deve ser partilhada com a  comunidade para criar uma rede de apoio mais ampla e diversificada e não sobrecarregar a família. 

A reabilitação e inclusão social de pessoas com doença mental é um desafio! É fundamental que estas pessoas tenham um papel social na comunidade em que estão inseridas. Uma terapia ajustada não pode estar limitada à prescrição e consumo de fármacos cuja acção é apenas de controlo de sintomas, de alienação da realidade e fuga à causa real do desequilíbrio. 
O isolamento social é comum. As experiências negativas, as expectativas frustradas e a rejeição ditam o agravamento da condição. 
É necessário uma rede de apoio integrado e organizado: um conjunto de várias acções para promover competências e destruir o preconceito.