PARA ALÉM DO ÓBVIO...

Estamos na nossa casa, no nosso trabalho, na nossa rua...olhamos ao nosso redor e facilmente identificamos vários objectos de plástico. 
Se tivermos uma consciência ambiental de respeito pelos recursos naturais, encaminhamos esses plásticos para a reciclagem, se for possível. Nem todos os plásticos são passíveis de serem reciclados, seja pela sua composição, seja porque a produção excede em muito a capacidade de reciclar. Além disso, só os plásticos com valor comercial entram no ciclo de reciclagem! 

Então e o plástico invisível? Aquele plástico microscópico que consumimos e que polui as nossas águas e as nossas terras. Exactamente! A questão é termos assumido que as terras e as águas são nossos: sentimento de propriedade superou o sentimento de pertença!
Os micro-plásticos (ou micro-lixo) são plásticos com menos de 5 mm com origem em plásticos maiores que se vão fragmentando (1 garrafa de plástico decompõem-se em 10.000 unidades de microplástico) ou são produzidos pela indústria com esta dimensão. 
Os microplásticos primários mais frequentes são as micro-fibras da roupa e são libertadas directamente para o meio ambiente através da lavagem da roupa sintética (35%). O desgaste dos pneus durante a condução representa 28% e os micro-plásticos adicionados intencionalmente aos produtos de cosmética representam 2% dos micro-plásticos primários encontrados nos oceanos.
Os micro-plásticos secundários representam entre 69% a 81% e resultam da degradação do macro-lixo (garrafas,redes de pesca,sacos de plástico).

A ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou que em 2017, existiam 51 biliões partículas micro-plásticas nos mares, 500 vezes mais do que as estrelas da nossa galáxia.
Já foram encontrados em cerveja, mel e água da torneira. Estimativas recentes indicam que 50% da população mundial contem presença de micro-plásticos nas fezes. As partículas mais pequenas são absorvidas pela corrente sanguínea e podem atingir o sistema linfático e fígado. Ainda não é conhecido o efeito sobre a saúde humana. 

Desenvolvemos uma mega indústria do plástico sem termos uma estratégia para nos livrarmos dos seus produtos. Muito lentamente, os governos e os cidadãos vão adoptando medidas que conduzem à redução da produção e consumo de plástico.
A UE (União Europeia) tem vindo a legislar e a votar medidas que visam a proibição da adição intencional de micro-plásticos aos produtos detergentes e de cosmética, a restrição de sacos de plástico leves e a proibição de alguns produtos descartáveis.
A nós cabe-nos optar por uma vida livre de plástico. 
Por onde começamos?
Começamos por nos respeitarmos como cidadãos. Cidadãos informados e exigentes com o mercado promovem uma cultura de ecologia e de preservação do ambiente e dos animais.
Quais as medidas?
  • Prescindir dos sacos de plástico. Utilizar sacos reutilizáveis (por exemplo, de algodão) que podem ser utilizados para transportar compras nomeadamente fruta e legumes frescos.
  • Substituir as escovas de dentes de plástico por escovas de bambu.
  • Substituir as cotonetes de plástico por cotonetes de bambu.
  • Substituir palhinhas de plásticos por palhinhas de bambu ou metálicas.
  • Evitar comprar produtos embalados. Comprar a granel.
  • Escolher produtos em empresas que respeitem  o meio ambiente.
  • Optar por garrafas reutilizáveis.
  • Lavar menos vezes a roupa e utilizar programas de menor duração.
  • Partilhar o conhecimento!!!