PALAVRAS DE FERNANDO PESSOA

"Para seres grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes..."

"Não é o trabalho, mas o saber trabalhar que é o segredo do êxito no trabalho; saber trabalhar quer dizer: não fazer um esforço inútil, persistir no esforço até ao fim, e saber reconstruir uma orientação quando se verificou que ela era, ou se tornou, errada."

"Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?"

"Triste de quem vive em casa, contente com o seu lar, sem que um sonho, no erguer de asa, faça até a mais rubra brasa da lareira abandonar..."

"Para vencer - material ou imaterialmente - três coisas definíveis são precisas: saber trabalhar, aproveitar oportunidades, e criar relações. O resto pertence ao elemento indefinível, mas real, a que, à falta de melhor nome, se chama de sorte."


REDUZIR O RISCO

Sabia que todos os anos, 2500 homens morrem de enfarte? Doenças cardiovasculares afectam os homens dez anos mais cedo do que as mulheres. Aprenda a reduzir o risco:

Fazer exercício - Uns 30 minutos de actividade física, cinco dias por semana, diminui o risco de vir a ter doença cardiovascular. 

Para de fumar - O tabaco contribui para o endurecimento das artérias e para a formação de coágulos. 

Controlar a tensão - Para aliviar a pressão arterial alta, deve reduzir-se o consumo de sal.

Perder peso - O índice de massa corporal (IMC) deve ter um valor abaixo de 25. Para calcular o seu, pode consultar: IMC

Diminuir o Stress - Ao causar um redução do fluxo sanguíneo para o coração e arritmias (batimento cardíaco irregular), o stress aumenta a probabilidade de formação de coágulos no sangue. 

Reduzir o açúcar - O açúcar no sangue favorece o aparecimento da diabetes que é um factor de risco importante.


COMER BEM, RESPIRAR MELHOR, TOMAR CONSCIÊNCIA

No Universo, na Natureza e na vida humana tudo é movido por energia, uma força dinâmica em fluxo constante. Sem nos questionarmos muito, olhamos para o que nos rodeia (mesas, cadeiras, loiça, ...) como se fossem coisas materiais. No entanto, a realidade é bem diferente, pois somos todos feitos de energia. Somos todos compostos por átomos e moléculas, até o grande Universo, as plantas, os animais ou as casas que nos abrigam. A energia está na água que bebemos, na comida que comemos, na troca de energia do sexo que fazemos. Tudo o que acontece à nossa volta é provocado por energia e nada acontece sem ela, pois nem a vida poderia existir sem energia. A energia é um potencial primordial disponível para nos servir. Tradicionalmente, a medicina convencional analisa apenas o nosso corpo físico ao deparar-se com problemas de saúde, como se fossemos robots, máquinas faladoras, sem considerar as nossas emoções, sentimentos e pensamentos, que, sem serem vistos, influenciam radicalmente a nossa saúde. Foi demonstrado que o Homem pode carregar no seu código genético informações de doenças. Mas mesmo que tenha a característica genética da doença, o corpo pode não a desenvolver. Contudo, pode também desenvolvê-la precocemente. Isso irá depender da qualidade da sua vida. Comer bem, respirar melhor, tomar consciência do seu corpo e das suas necessidades físicas, mentais, emocionais e espirituais são factores importantes que têm impacto na resposta do corpo às doenças já existentes e às que estão programadas para acontecer...
A OMS reconhece, inclusive, que 85% das doenças conhecidas poderiam ser tratadas sem o uso de medicamentos alopáticos, principalmente com a mudança de mentalidades, hábitos, costumes e atitudes, e apoiando-se no poder natural de cura que reside no nosso interior.  


POSITIVO OU NEGATIVO?

Se for optimista, acabarão por lhe acontecer coisas boas! Esta ideia impôs-se na nossa sociedade ao jeito de um mantra enfadonho. Porém, a realidade encarrega-se de desmenti-la. Numerosos vencedores, gostam de pensar que o seu êxito se deve, em grande parte, às constantes mensagens optimistas que dirigem a si próprios. O problema é que a sua versão da história colide frequentemente com os factos. No livro "Foras-de-série" de Malcom Gladwell estão reunidos vários dados e estatísticas que indicam que a probabilidade de obter ganhos depende de uma acumulação estável de vantagens, como o lugar e a época em que nascemos, as condições materiais da sociedade em que crescemos, vir de uma família com prestígio numa determinada área...trata-se de factores importantes! A hipótese da omnipotência da atitude não resiste  a uma análise: "damos demasiada atenção ao individual, a descrever as características, os hábitos, a personalidade das pessoas que ocupam os lugares da frente." Esse é o problema! Se quisermos entender as razões do sucesso é igualmente necessário observar as circunstâncias que o rodeiam: a sua cultura, a sua comunidade, a sua família, a sua geração. Estivemos a contemplar as árvores mais altas, não nos podemos esquecer de observar a floresta. Malcom analisa ainda as circunstâncias que rodearam o êxito de futebolistas, homens de negócios ou bandas de rock. Encontrou sempre conjunturas vantajosas que explicavam o seu sucesso melhor do que o pensamento positivo. As conquistas de muitas figuras universalmente admiradas foram obtidas à custa de crises de melancolia, pessimismo e mau-humor. É claro, para quem faz uma analise mais a fundo que a felicidade futura depende, em elevada percentagem, de um mal-estar presente que nos incita a agir para alterá-lo. Paradoxalmente, o bombardeamento de frases positivas pode levar as pessoas com baixa autoestima a sentirem-se ainda pior. Pelo contrário, desabafar as suas tristezas melhora o estado de ânimo. Usufruir de algo que se deseja como se já tivesse sido conseguido faz desaparecer a insatisfação e o entusiasmo necessários para alcançar o objectivo. A função dos sentimentos não é fazer-nos felizes, é mudar o mundo. Os sentimentos negativos serviram ao ser humano para alterar o rumo dos acontecimentos. Se o que corre não nos agrada, sentimos tristeza, olhamos para o outro lado e procuramos novos caminhos. Quando nos sentimos zangados e o dizemos, aqueles que estavam a humilhar-nos afastam-se ou começam a respeitar-nos. Ter medo serve para não nos metermos em sarilhos...a negatividade é sempre o início da mudança. A lucidez, seja qual for a forma que adote, é o primeiro passo para uma mudança real. Enganar-se a si próprio é apenas útil no caso de nos termos de resignar quando não existe a possibilidade de controlar os acontecimentos e não podemos modificá-los. No entanto, o facto é que, hoje em dia temos poder para alterar a situação, na maior parte dos problemas que enfrentamos. Por isso, embora possa ser doloroso, a melhor táctica consiste em sentir mal-estar emocional, tomar consciência do que está mal, tentar mudá-lo e, resolvido o problema, usufruir da felicidade de tê-lo conseguido. 


ACORDAR MAIS CEDO

Quando temos falta de tempo, essa carência sente-se também no coração. Respondemos automaticamente que estamos ocupados - que não temos tempo. Quando no sentimos assim, a mente fica ainda mais agitada. Mas será que estamos mesmo assim tão ocupados? Não seremos nós os culpados das nossas pressas? Vamos experimentar acordar 15 minutos mais cedo do que o habitual, sobretudo quando as coisas andam caóticas. Alongue a coluna e faça respirações profundas a partir do ponto abaixo do umbigo. Quando a respiração estiver regular, a mente aquieta-se naturalmente. Depois, enquanto desfruta de uma chávena de chá ou café, espreite o céu pela janela. Ouça o chilrear dos passarinhos. Acordar 15 minutos mais cedo pode melhorar o seu dia! Andar sempre a correr rouba-nos o Coração...no Japão, a palavra "ocupado" escreve-se com dois caracteres: "perder" e "coração"...


VIVER PELO CORAÇÃO

A consciência faz de nós, seres humanos, uma espécie animal diferente. A nossa capacidade de sentir emoções e depois escrever sobre elas, leva-nos a patamares que nenhuma outra espécie animal pode chegar. Segundo os critérios da medicina chinesa, essa capacidade é nos dada pelo elemento metal, ou seja, pela faculdade psíquica do órgão pulmão, que é responsável pela percepção de nós próprios e do outro. No entanto a percepção por si não chegava se não fosse dotada da capacidade de raciocínio fornecida pelo elemento terra, ou seja, pela faculdade mental dos órgãos baço e pâncreas. Formulado o pensamento, baseado na percepção individual da realidade, o ser humano cria uma resposta, usando para isso a faculdade mental do elemento madeira (fígado), a criatividade. Chega agora a altura de agir, e para isso os rins são chamados a intervir. O elemento água (rins) detêm a faculdade mental para a acção. Com isto, existem várias fases, uma roda viva de racionalizações e emoções agilizadas entre si por um único elemento, harmonizador e catalisador, o fogo, ou seja, o órgão coração. É este último que assume a responsabilidade de distribuir a vida emocional pelo corpo, nutrindo assim as estruturas do pensamento, permitindo as diversas interiorizações e exteriorizações individuais de cada pessoa. Um conjunto de acções e consequências, que experienciam a vida, em todas as suas vertentes. O coração, na visão oriental, é assim responsável por armazenar as memórias. "Saber de cor" - saber de coração - é uma expressão que todos nós conhecemos muito bem. 

Mas se por tudo isto o elemento fogo, o coração, permite armazenar a experiência, quando nós nos referimos a ele para ponderar e para decidir de forma acertada, estaremos nós apenas a apelar à sua experiência corporal, humana? A resposta é não! O coração na visão chinesa é muito mais do que a memória corporal, é a casa do espírito (Shen), é nele que habita o ser que nós somos, antes da forma humana. E esse ser, que tantas vezes buscamos fora de nós, tem o conhecimento e as memórias de todas as experiências e de todas as aprendizagens, até aqui vividas pelo Ser Humano, pela Humanidade. Há uma ligação directa entre o nosso coração (microcosmo) e o Coração da Vida (macrocosmo). Citando Rumi, ..."nós não somos um gota do oceano, nós somos o oceano todo numa gota."

Mas não só de memória vive este órgão. O coração é também a manifestação física, dualista do ser. Um ser energético, luminoso, perfeito mas incompleto, que tal como uma criança, tem o potencial máximo de se tornar naquilo que quiser, mas que ao mesmo tempo, têm ainda que crescer e experienciar. Este ser, omnipresente e omnisciente nesta manifestação física (corpo), é pureza e amor incondicional. É por isso que só amamos verdadeiramente se vier do coração, e um desgosto de amor, literalmente "parte-nos o coração", talvez não a peça física, mas sem dúvida a sua energia.

Na minha experiência, todas as doenças vêm do coração. A razão é muito simples, vivemos afastados do centro (peito), afastados daquilo que somos, à procura na rua de algo que temos em casa. Procuramos nos relacionamentos, procuramos nas roupas, procuramos nos carros, procuramos no trabalho, procuramos nas aparências, procuramos, procuramos, mas não entendemos que somos nós próprios o tesouro...que está dentro de nós, guardado no coração a felicidade e a realização plena, enquanto seres nesta experiência humana. Não entendemos que a felicidade e o amor não se dão, não se agarram, não se constroem, nem tão pouco se roubam, pois elas são manifestações de um coração e o coração é vida, não um nome mas um verbo...

Escolham viver, escolham ser vida, escolham ser amor incondicional até que o coração não aguente mais. Morrer por morrer, escolham morrer de amor!

Nuno Nunes in Love box de Ricardo Passos


A IMPORTÂNCIA DO PARASSIMPÁTICO

O sistema nervoso autónomo regula os nossos processos automáticos - as coisas que fazemos sem pensar conscientemente, como a respiração e a digestão, por exemplo. Um ramo diferente deste sistema, o sistema nervoso simpático, faz o corpo segregar hormonas de resposta ao stress, como a noradrelina e o cortisol. Acelera o ritmo cardíaco, expande as veias pulmonares, contrai os músculos, dilata as pupilas e desliga a digestão. Ajuda a desviar energia de processos corporais, como a digestão, que não são necessários para a sobrevivência. Ajuda-nos a libertar energia dos músculos e diminui a função do sistema imunitário. A curto prazo, isto ajuda-nos a lidar com o stress, mas, se for activada a longo prazo, esta resposta pode tornar-se problemática. No mundo moderno, este sistema de lutar ou fugir activa-se quando estamos apressados para cumprir um determinado prazo, quando nos irritamos no transito, quando saímos tarde para deixarmos os filhos na escola ou quando nos obrigamos a um exercício intenso. Esta resposta pode ser gerida, desde que tomemos medidas para a equilibrar com repouso e relaxamento. Este repouso e relaxamento envolve o outro ramo do nosso sistema nervoso, que é o parassimpático. Funciona a um ritmo muito mais lento do que o simpático. Quando é actividado, a nossa produção de saliva aumenta, enzimas digestivas são libertadas, o nosso ritmo cardíaco abranda e os nossos músculos relaxam. Permite-nos digerir devidamente a comida, acalmar e dormir profundamente. Para conseguirmos gerir o stress da vida moderna, deveríamos fomentar a activação do sistema nervoso parassimpático...

Algumas acções, sem nenhuma ordem específica, que podem activar o sistema nervoso parassimpático e produzir o relaxamento:

1. Meditar e/ou praticar uma Respiração Profunda e Consciente 
2. Chi Kung e/ou Yoga
3. Ouvir música
4. Praticar exercício físico (Ex. Artes Marciais)
5. Passar tempo na natureza
6. Receber uma massagem
7. Brincar com crianças e/ou animais
8. Praticar o seu hobby preferido


FELICIDADE NO TRABALHO

Passamos grande parte da nossa vida a trabalhar. Seja pela razão que for, a verdade é esta, mais de metade da nossa vida adulta é passada a trabalhar numa ou várias profissões. Assim sendo, hoje, trago-vos uma questão à cerca deste assunto: como posso ter a certeza que serei feliz na minha vida profissional?

Frederick Herzberg afirma que o motivador mais poderoso na nossa vida não é o dinheiro; é a oportunidade de aprendermos, de assumirmos responsabilidades cada vez maiores, de contribuirmos para os outros e de sermos reconhecidos pelo que alcançamos. 

Assim sendo, podemos concluir que fazer negócios não produz as recompensas profundas que advêm do desenvolvimento de pessoas...

Desta forma, para ter a certeza que seremos felizes na nossa vida profissional temos que estar de qualquer forma, envolvidos em projectos que nos desafiem, que nos façam sair da nossa zona de conforto, que tenham margem de crescimento e que ao mesmo tempo, nos possibilitem a oportunidade de ajudar pessoas, seja a melhorar o seu estilo de vida, a sua saúde, segurança, conforto, etc...

Obrigado pela vossa leitura!